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Caminhar

O novo caminhar

Novos desejos de novas cores.

O vermelho, o verde , o azul

As cores que vão como uma onda.

Ganhando vida

o pulsar do  vermelho, o verde, o azul

As cores que vão como uma onda.

A água do mar

O mar que este ano foi uma grande mudança no meu caminhar

As luzes a brilharem lá no fundo da paisagem

os navios a levarem sonhos diversos

e eu aqui na janela a olhar,

a pensar em paginas em branco,

a pensar em novas cores para uma nova tela,

como paginas em branco de um caderno.

como uma fotografia ainda não revelada

texto aula Pinky /Bel

Uma quarentena teria 40 dias ?

Será ?

A minha teve quase dois anos 

Pouco sair neste tempo todo 

Os detalhes da casa foram ficando mas presentes 

Detalhes…. coisas miúdas que as vezes passam em branco 

Nos dias de céu azul e correria de São Paulo

Detalhes …. memórias de tempos que foi  …

porem ainda  fazem parte do nosso dia a dia 

As santinhas de tantos nomes Rita , Terezinha

As nossas senhoras aparecida, Nazaré , Fátima  

Por que é de fé em fé  de sonho e de pó 

As bonecas do frozen … livre estou… como se fala no filme

Mesmo aqui ,  no mesmo lugar 

Livre com os meus bordados 

Com linha e agulhas 

Com pincéis e tinta 

Com as flores de caminho ou melhor com as flores de casa 

Orquidias de muitas cores 

Álcool gel para todos os lados  e máscaras coloridas 

Novos tempos, novos acessórios 

A caminha rosa da cachorrinha que não para pela casa 

A vida que vai passando entre um ifood e outro 

As aulas on line , a arteterapia , os estágios 

A terapia ,

a vida a caminhar entre quatro paredes mas aqui tem um pouquinho mas eu acho 

Os pássaros a cantar nas árvores 

A cachorrinha a correr 

O tempo que não para 

O tempo que vai no ritmo do bater do coração

Novas ideias , bordados que falam da pandemia, que falam de rios de mapas , de memórias,  

Detalhes cada um com sua histórias 

Ursinhos de alguma viagem para o outro lado do oceano 

Oceano que vai em vem 

Detalhes o violão parado no canto 

O violão que só sabe tomar com uma de um certo padre do interior 

A máquina de costura parada em outro canto da casa 

textos e mas textos escrito no meu caderno florido 

Estrelas do céu a bilhar 

O mundo que gira como uma roda gigante 

A tv a mostrar as histórias de uma pandemia sem fim 

Agora há uma luz 

A luz a bilhar 

As aulas on line

o Ballet on line a vida que dança 

A aquarela on line as cores e suas manchas 

Cores que foram colorindo dias de isolamento 

Cores , palavras , linhas , tecidos 

Um universo inteiro criado dentro de casa 

Casa meu pequeno laboratório de criatividade 

Os detalhes estão aqui e ali a acompanhar os meu pincéis e as minhas agulhas 

Estrelas / luzes

Estou aqui a olhar o mar 

Ele vem e vai 

Estrelas não tem por hoje 

Algumas luzes a brilharem lá no fundo 

Dos navios que esperam para entrar no Porto  , a vida segue no ritmo das ondas 

Fico aqui pensando nas vidas que se foram especialmente nesta semanas 

Artistas jovens com uma carreira pela frente confesso que pouco sei deste sertanejo atual,  pouco escutei , mas fico triste de uma menina tão jovem virar estrela… dizem que ela era a rainha da sofrecia , 

Eu também sabia  bem pouco sobre o jaider Esbell , até outro dia , mas de um tempo para cá venho prestando mas atenção na arte indígena, não sou estudiosa do assunto mas admiradora  , uma arte tão brasileira,  tudo tão rico , confesso que comecei a seguir ele a pouco tempo depois do começo da bienal mas assistir as lives dele .. e um dia ele começou a me seguir no Instagram, óbvio que para mim era melhor que 500 mil seguidores eu fiquei feliz de um artista que eu admirava me seguir ! Esta semana ele também virou estrela , 

Ainda perdemos um grande músico , e uma das damas da dança , que me ajudou tanto no meu tcc 

O que fica disso tudo o amor a arte , a arte nunca morre , fica a  certeza que a vida é uma onda , e o mar enquanto eu escrevo ele vai e volta horas calmo , horas agitado, estrela agora não tem já amanheceu agora bilha o sol , e o céu azul de fundo , a vida está aqui é para agora 

10 de setembro

Amanhã é dia 11 de setembro 

Amanhã… 

Hoje é dia 10 de setembro! 

Se alguém me perguntasse o que eu estava fazendo no dia 11 de setembro a vinte anos atrás eu saberia responder 

Mas se alguém me perguntasse o que eu estava fazendo no 10 de setembro a vinte anos atrás eu também saberia responder, eu sei até a roupa que eu estava culpa da memória fotográfica! 

Eu estava no aniversário da minha avó , em uma pizzaria de Moema 

Anos se passaram a mesma pizzaria continuou fazendo parte da minha vida , 

Hoje sei que não vai ter pizza e nem bolo , mas sei que de alguma este texto chegue !   vale a pena uma homenagem, minha avó me ensinou a escrever, e fez uma roupinha de bailarina para mim e me ensinou a gostar de café e groselha e biscoito de maisena tem coisa melhor … obrigada vó …  da sua única neta menina rsrsrs …  ( tá faltando meninas nesta família)  eu estava esperando o dia 10 para escrever .. escrever através de cada palavra que de alguma forma eu estou aqui ! 

Era uma vez uma infância 

Era uma vez uma infância 

Era uma vez uma infância que ficou registrada na memória entre o pé de amora e o

parquinho de pedra sabão é este nome ? 

Pedra brancas por onde passava a minha bicicleta rosa 

Onde dava para correr 

Mas eu não sabia correr 

E ainda não sei 

Mas sabia voar 

Voar na minha imaginação pelas pedras brancas a andar com a bicicleta rosa 

Neste final de semana tentei correr no parquinho de pedras brancas 

Com o cachorrinho de plástico perdido uma cena que parece ter saindo de um quadro do

edward hopper , um cachorrinho de Plástico da nova geração os atuais habitantes do meu

parquinho da infância, que neste final de semana tinha novos pequenos , 

Os pequeninos da tia Babi  Abi , ou melhor agora tia Gabi,

ainda não sei correr ! 

Mas ainda sei voar na imaginação 

E foi como se  um dia valesse por um ano inteiro 

E não importa se a pandemia nos separou

A ligação sempre vai está lá 

Os meus pequeninos habitantes do meu parquinho e do meu coração! 

Como foi bom balançar com vocês 

Ops a tia Gaby não entra mas na balança 

Muito menos na bicicleta rosa 

Ela não saber correr 

Mas sabe voar na imaginação com vocês 

Sabe sobre o pé de amora , sabe sobre dinossauros , e sobre legos coloridos 

E sabe amar e voar ! 

 

 

O céu da Barra funda

 

uma ilustração minha do ano passado , sim a barra funda , meu avô foi criado na barra funda , mas não era para falar da barra funda era para falar do céu da barra funda , sim o céu azul da barra funda , era para falar sobre a banca de revista do bairro vizinho Santa Cecília , da praça de Santa Cecília, do robert cappa ou Henri Cartier-Bresson do passeio da pinacoteca até a praça de Santa Cecília a pé com a máquina na mão e fotografando o caminho… quem vai pensar em violência quando se anda com o João Bittar não dava né era impossível mostrar medo ao olhar do mestre … ah João que saudades eu fiquei assistindo uma aula sobre a história da fotografia… agora ele estaria fotografando as ruas sem ninguém em Santa Cecília ou aquela moça que passa lá em baixo com sua máscara colorida… a última mensagem que ele deixou para mim no Facebook falava do céu da barra funda ! É eu tive muita sorte João de ter sido sua aluna ,e por que uma homenagem agora por que eu vi uma foto do cappa na aula de história da fotografia….. e não aguentei.